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| Mais de 15% dos idosos têm alguma incapacidade para atividades diárias |
Segundo os estudiosos, a prevalência de incapacidades encontradas foi alta, indicando uma grande demanda por atividades de
reabilitação, já que 57% dos idosos da região dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS). A pesquisa, conduzida entre maio e julho de 2003,
ainda apontou uma relação entre incapacidade moderada e fatores como idade superior a 80 anos, histórico de hipertensão arterial e artrite. “No Brasil,
apesar da alta prevalência, a artrite não está na pauta da saúde pública”, lamentam os pesquisadores. “Recomenda-se a sua inclusão nessa pauta para a melhora
do seu diagnóstico e implementação de programas educacionais, enfatizando o autocuidado para prevenção da incapacidade”.
Quanto à incapacidade grave,
foram observadas associações com idade superior a 80 anos, histórico de diabetes e de acidente vascular cerebral. “Estudos têm mostrado que, entre idosos, o
risco da incapacidade funcional dobra a cada década de vida”, afirmam os estudiosos. “A faixa etária superior apresentou forte associação com a incapacidade
funcional, de forma independente dos demais fatores considerados na pesquisa”. O trabalho também indicou uma ligação negativa e independente entre
incapacidade grave e encontro com os amigos. “A interação entre as relações sociais e a saúde é bidirecional: a piora no estado de saúde induz a uma
restrição da rede social”.
O apoio social externo também se mostrou menor entre idosos com incapacidade grave. “O cuidado aos idosos com incapacidade
é prestado de forma quase exclusiva pela família”, afirmam os pesquisadores, que acrescentam que políticas que retardem ou reduzam o problema devem ser de
primazia para a saúde pública. “As diretrizes recentes para a política nacional de saúde reconhecem a população idosa como prioridade para o SUS e a
funcionalidade como paradigma de saúde do idoso. Entretanto, essas diretrizes não propõem meios para abordar a capacidade já instalada; da mesma forma, o
Programa de Saúde da Família é a primeira política de apoio à família vulnerável, mas ainda não conta com equipes de reabilitação”.
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